Pensa em mim mais uma vez, relembra a minha inocência, revive o tempo que perdeste em promessas inúteis, que se revelaram fúteis, após tantas desavenças.
Recupera as memórias dessa nossa história, para a qual os planos não ganharam forma, esperanças não se justificaram e te fizeram desperdiçar mais tempo.
Perdeste-o certamente a confiar-me os teus maiores segredos, os teus absurdos medos oferecendo-me o teu mundo de mão beijada, como se uns anos depois comigo estivesses casada e não separada. Mais uma esperança não justificada.
E mais tempo perdeste a conhecer-me quando hoje meu paradeiro desconheces e meus defeitos esqueces, já que sendo tanta a saudades, estes esquecem-se, ficando as recordações da pureza e humildade, que preferidas e desejadas entrecuzam-se e baralham-se findando com qualquer mágoa que nos possa ter separado.
E rumas por fim à saudade, que te rouba o tempo que já é escasso.
E perderás mais tempo(Como se na vida houvesse tempo a perder).
Confuso o silêncio que se assume distintamente. Estritamente frio, portador da nossa fragilidade de "Não ter nada para dizer". Aconchegante, no entanto, noutra sua faceta, do puro e do pensamento, do sossego de quando a necessidade de falar se ausenta involuntariamente.
Confuso quem se dignou a singularizar o silêncio, marcar as suas facetas, inquietar o sossego da máquina nervosa que somos com serenidade e quietude duvidosa.
Confuso tu que tornaste o silêncio bem-vindo e me fizeste repudiar as palavras, porque afinal elas ferem sempre.
Confuso tu! Confuso tu! Confuso...
Essa aleatoriedade que era qualidade, foi o silêncio que ela mudou. Espelho da fúria e do orgulho que ficaram por vencer, das palavras, confusas porque agora necessárias, que ficaram por dizer.
Confusa eu. Tumulto efervescente constantemente a magoar gente e a mim própria.
Confusa com inquietações em demasia que a tua confusão e a minha originam.
Confusa com inquietações em demasia que a tua confusão e a minha originam.