Na baixa da cidade, nas bancas onde se apregoa a venda dos tradicionais manjericos, cravos, erva-cidreira, "alho-porro", reparte-se o espaço com os modernos martelinhos, elementos em plástico que produzem um som próprio desta Festa!
Criado com o propósito de diversão é o instrumento vital da festa, produzindo sons animados que contagiam desde o início do dia quem está na cidade e anunciando a diversão mais tardia.
Coloridos, de formas e tamanhos diferentes, são escolhidos conforme a energia do folião. Servem para "bater" nas cabeças dos passantes, sem que essa demonstração provoque qualquer incómodo, apenas diversão, convívio e muitos sorrisos
Os martelinhos de São João foram criados no ano de 1963 pelo industrial Manuel António Boaventura, da Fábrica Estrela do Paraíso, em Rio Tinto.
A criação de Manuel António Boaventura, pretendia servir de brinquedo. Inspirando-se num saleiro pimenteiro que viu numa das suas viagens ao estrangeiro, o conjunto tinha o aspeto de um fole, ao qual o Boaventura juntou um apito e um cabo, com o objetivo de criar mais um brinquedo.
Na altura os estudantes procuravam um brinquedo ruidoso para celebrar na Queima da Fitas e Manuel Boaventura sugeriu o martelo. O êxito foi tal que os estudantes usaram-no depois no São João, o que gerou ainda mais curiosidade na população que iniciou uma tradição que se estende até aos dias de hoje.